Noivas

ESPECIAL NOIVAS: RENDA

Renda Riviera

Em primeiro lugar, a renda está fortemente presente no mercado da moda, existindo em vários tipos e opções. Antes de mais nada, existem diversas alternativas do tecido. Com bordado, rústica, clássica, moderna, entre outraos. Entre as cores escolhidas pelas noivas, temos desde o clássico branquissímo ao nude.

Só para exemplificar, não é à toa que ela é o tecido mais requisitado pelas noivinhas. Consegue deixar qualquer vestido, indo dos mais clássicos até os mais românticos, com uma essência diferenciada e incrível!

Devido a sua versatilidade, a renda pode ter diversas composições. As mais comuns para vestidos de noiva contém seda, poliamida e poliéster, sendo, em regra, a primeira mais macia e delicada que a segunda. A sua composição também pode conter o algodão e o cetim. Tudo dependerá do tipo de renda escolhido por você.

Outro detalhe de grande importância são os fios dos desenhos, os quais podem variar bastante. 

rendas  Riviera
Rendas código 14730, 14904, 14938, 14315

BREVE HISTÓRIA DA RENDA

Vamos voltar no tempo para entender essa paixão por esse material. Nos séculos XVIII e XIX, os centros de produção do tecido rendado eram Chantilly e Valencienses, onde cada uma tinha seus desenhos próprios. Alençon, Argentan e Veneza são centros associados à renda de agulha.

De início, o uso das rendas restringia-se aos mantos do clero e da realeza, geralmente sob a forma de passamanaria dourada ou prateada. Nos séculos XVII e XVIII, a renda já era usada em adornos de cabeça, babados, aventais e enfeites de vestidos. No início do século XIX, era muito utilizada em vestidos, véus, casaquinhos, luvas, adornos de guarda-sóis e regalos, lenços e xales também eram feitos desse material.

VESTIDO DE NOIVA

A febre pela renda nos vestidos de noiva, acontece desde o século XIX, quando a rainha Vitória casou de vestido branco. A peça era cheia de rendas Honiton feito à mão, onde gerou uma onda de noivinhas querendo investir no mesmo estilo de vestido. Vale lembrar que foi por conta dela que hoje a mulher veste branco para o casamento.

Inegavelmente, a rainha Vitória era muito popular, as ilustrações de seu casamento foram muito publicadas e a cerimônia tournou-se um sonho para muitas noivas. Uma vez que, inspiradas no casamento da rainha, as noivas começaram a escolher o branco e a renda para celebrar o seu próprio casamento.

Certamente, o tecido rendado sempre esteve entre os preferidos das noivas. Isso se deve ao romantismo, à delicadeza, à suavidade e ao ar sofisticado da peça. Sem dúvida, ela pode ser usada tanto na composição completa do look, quanto em apenas alguns detalhes. Decerto, esse tipo de tecido cai bem nos mais variados estilos de vestido de noiva.

Bem, para entender um pouco mais sobre esse tecido, mostraremos algumas características da renda. Veja só!

RENDA CHANTILLY

De fato, entre todas as opções de renda, além de ser a mais classica, é a mais romântica e a queridinha da maioria das noivas.  Além de super delicada, leve e com a padronagem sempre floral. Desse modo, seu nome é porque ela era fabricada, originalmente, na cidade de Chantilly, na França

Desse modo, essa renda também é conhecida apenas como renda francesa e é geralmente a mais cara de todas as rendas. Ela é toda fabricada à mão com fios de seda. Não tem brilho, é muito macia e não tem nenhum arremate aparente na extensão do tecido. As grifes de vestido de noiva que trabalham com a renda francesa geralmente tem seus próprios rendeiros, que fazem os desenhos exclusivos para as coleções. 

Em suma, a Chantilly encontrada por aqui, é uma versão sintética da renda Chantilly francesa original, já que geralmente é de poliamida ou poliéster. Os desenhos, estrutura, acabamentos, são praticamente idênticos, não obstante, é claro que a matéria prima não é a mesma. Como resultado, é possível dar uma “barateada” no valor do tecido final.

Uma característica bem marcante da renda Chantilly é a franjinha que geralmente está presente. Por outro lado, não é uma regra, mas é bem comum vermos em detalhes como a manga ou o decote. 

TULE BORDADO

Aliás, próprio nome já diz tudo, é um tule bordado. Desenhos bordados com fios normalmente de poliéster ou poliamida, sobre uma base de tule. Seus desenhos variam entre flores, arabescos e formas geométricas. É o tipo ideal de renda para se trabalhar com recorte e aplicação. Em contrapartida, existem as opções do tecido tule já vir bordado com aplicação de pedrarias.

RENDA GUIPIR

Primeiramente, é uma opção super versátil. O Guipir é uma renda de fundo vazado, feita com fios mais pesados que marcam bem os desenhos. É a opção mais encorpada de todas as rendas. Contudo, essa renda tem uma variedade de nomes aqui no Brasil. Você consegue encontrar como: Guipure, Guipear, Guipir…

Justamente por ter essa característica mais pesada, encorpada, alguns modelos carregam o guipir melhor que outros. Uma vez que, ela é muito usada para fazer aplicações e sobreposições em rendas mais leves. Contudo, nada te impede de fazer um vestido todinho em renda Guipir.

Fica divino!

Zuhair Murad – Haute Couture 2013

SOUTACHE

De fato, ela é uma variação da renda Battenberg, ela tem este nome em virtude de ser toda rebordada com o fio soutache. É um tipo de fio mais encorpado que o cordonê. Ele se sobrepõe à trama fazendo o contorno dos desenhos e conferindo um efeito de alto relevo muito sofisticado. Por ser rebordada, apresenta um caimento mais pesado.

Portanto, se você gostou deste post, comenta aqui e também nos deixe sugestões de tecidos ou temas que vocês gpstariam de ver por aqui.

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Sobre o autor

Designer de Moda, especialista em Moda e Comunicação e bordadeira nas horas vagas. Entusiasmada por temas que abrangem desde moda, alimentação, beleza, até questões sociais como feminismo, veganismo e mais.

(2) Comentários

  1. MARCOS DE ALMEIDA diz:

    Parabéns. Muito bem escrito.

    1. Vitória Brandt diz:

      Muito obrigada Marcos 🙂

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